Terça, 27 de Outubro de 2020 21:07
83 99389-4851
Cidades Riachão do Poço

Justiça absolve prefeita de acusação de superfaturamento de obras em Riachão do Poço

O julgamento do processo ocorreu durante o Mutirão da Meta 4, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), no âmbito do Judiciário estadual.

14/10/2020 08h32 Atualizada há 2 semanas
110
Por: Jeferson Elias Fonte: TJPB
A sentença foi prolatada pelo juiz Jailson Shizue Suassuna. (Foto: Walla Santos)
A sentença foi prolatada pelo juiz Jailson Shizue Suassuna. (Foto: Walla Santos)

A prefeita de Riachão do Poço, Maria Auxiliadora Dias Rêgo, foi absolvida em ação de improbidade administrativa promovida pelo Ministério Público estadual. O julgamento do  processo ocorreu durante o Mutirão da Meta 4, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), no âmbito do Judiciário estadual. 

A sentença foi prolatada pelo juiz Jailson Shizue Suassuna.

A prefeita é acusada sobre o superfaturamento de obras relativas ao exercício financeiro de 2009, realizadas no município, sob a responsabilidade da então gestora. O Tribunal de Contas do Estado constatou excesso de custo, no montante de R$ 28.118,54, referente aos serviços de terraplenagem em estradas vicinais.

O juiz entendeu que apenas o relatório e o acórdão do TCE, desacompanhados dos documentos que o instruíram, não são provas suficientes da materialidade dos fatos para uma condenação da promovida.

"Analisando os documentos juntados aos autos, verifico que não há um suporte mínimo probatório de eventual dano ao erário, bem como ausente a prova de facilitação ou concorrência por qualquer forma para a incorporação ao patrimônio particular, de pessoa física ou jurídica, de bens, rendas, verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial das entidades para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com mais de cinquenta por cento do patrimônio ou da receita anual, nos termos do artigo 10 da Lei 8.429/92", destacou o juiz.

De acordo com o magistrado, a ação civil pública proposta pelo Ministério Público está baseada em suposições que não encontraram suporte probatório. 

"A condenação de agentes públicos à prática de improbidade administrativa é gravíssima, e deve vir embasada em prova indubitável quanto ao cometimento do ato ímprobo", pontuou.

Da decisão cabe recurso.

Nenhum comentário
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Ele1 - Criar site de notícias