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Acusado de mandar matar o tio Expedito Pereira, Ricardinho tem prisão prorrogada por mais 30 dias; defesa critica inquérito da Polícia Civil

O ex-prefeito de Bayeux, Expedito Pereira, de 72 anos, foi assassinado na manhã do dia 9 de dezembro de 2020, na Avenida Sapé, no bairro de Manaíra, em João Pessoa.

20/01/2021 19h20 Atualizada há 1 mês
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Por: Redação Fonte: ClickPB/Lucas Isídio
 ClickPB conversou com o advogado Júnior Moura, o qual declarou que Ricardinho
ClickPB conversou com o advogado Júnior Moura, o qual declarou que Ricardinho

A prisão de Ricardo Pereira, sobrinho do ex-prefeito Expedito Pereira, foi prorrogada por mais 30 dias. A informação foi confirmada ao ClickPB pelo advogado Júnior Moura, que atua na defesa do homem acusado de ser o mentor do assassinato do próprio tio. Ricardinho, como é conhecido, está detido no Presídio do Roger, em João Pessoa.

O crime

O ex-prefeito de Bayeux, Expedito Pereira, de 72 anos, foi assassinado na manhã do dia 9 de dezembro de 2020, na Avenida Sapé, no bairro de Manaíra, em João Pessoa, perto do prédio onde morava com a família. O ex-prefeito foi morto por um homem em uma moto, que se aproximou e efetuou pelo menos dois disparos, enquanto Expedito caminhava pela calçada.

Conforme as investigações avançaram, a equipe da Delegacia de Crimes Contra a Pessoa (Homicídios) da Capital chegou ao dono da moto usada no crime. Ele contou que tinha emprestado a moto a Leon e Gean, presos suspeitos de atuar na execução do ex-prefeito.

Ambos contaram que tinham conhecido Ricardinho enquanto trabalhavam para o Partido Verde (PV), pelo qual o sobrinho de Expedito foi candidato a vereador em Bayeux, em 2020, apoiado pelo tio. No andamento das investigações, Ricardo Pereira foi preso no dia 15 de dezembro de 2020. Em coletiva de imprensa no dia 17 do mesmo mês, a Polícia Civil apontou evidências contra Ricardo Pereira. A PC mostrou que Ricardinho tinha controle das finanças do tio e que havia vendido uma propriedade dele por R$ 300 mil, dos quais ainda precisava repassar R$ 200 mil a Expedito.

Segundo a delegada Emília Ferraz, o assassinato do ex-prefeito foi motivado por "ganância, cobiça. Na vontade de ter o que é dos outros. Ricardo estava encarregado de administrar toda finança de Expedito. Ele não só tinha todos os cartões, tinha senhas, alterava as senhas eletrônicas. Qualquer negociação ou transação de Expedito, diante da confiança que o tio tinha com o sobrinho."

Defesa de Ricardinho

O ClickPB conversou com o advogado Júnior Moura, o qual declarou que Ricardinho "nega absolutamente ter qualquer participação, inclusive como mandante" do homicídio praticado contra Expedito Pereira.

Ele criticou a investigação da Polícia Civil. "A defesa aguarda o desfecho do inquérito policial, isso por cautela técnica, posto que o inquérito é um procedimento inquisitório, portanto, e infelizmente, divorciado dos princípios constitucionais do contraditório e ampla defesa. Assim que esse inquérito for concluído, o qual, ao nosso ver, já é tardio, teremos a oportunidade de desfazer mais esse triste erro na condução da apuração desse crime que ceifou a vida de um respeitado homem. As motivações que estão sendo apresentadas facilmente serão desconstituídas no curso da ação penal. No mais e pontualmente falaremos nos autos."

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