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Brasil CPI Covid

Queiroga se contrapõe a Bolsonaro e agora diz à CPI que cloroquina não tem eficácia

No primeiro depoimento, Queiroga evitou se posicionar sobre o uso dessas drogas.

08/06/2021 13h20
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Por: Redação Portal Sapé na Web Fonte: JULIA CHAIB E RENATO MACHADO/FOLHAPRESS
Marcelo Queiroga admitiu que cloroquina não tem eficácia comprovada (Foto: Agência Senado)
Marcelo Queiroga admitiu que cloroquina não tem eficácia comprovada (Foto: Agência Senado)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) — O ministro Marcelo Queiroga (Saúde) afirmou à CPI da Covid nesta terça-feira (8) que remédios como hidroxicloroquina e ivermectina "não têm eficácia comprovada" no tratamento da Covid-19.

"Essas medicações não têm eficácia comprovada. Esse assunto é motivo de discussão na Conitec", afirmou o ministro. "Se eu ficar discutindo a discussão do ano passado, eu não vou em frente", disse.

O relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL) perguntou então por que o ministério não revoga uma nota de 2020 que orienta sobre doses de cloroquina a serem usadas nos pacientes que contraíram o coronavírus.

"A nota informativa perdeu o objeto", afirmou Queiroga. No primeiro depoimento, Queiroga evitou se posicionar sobre o uso dessas drogas.

Nesta terça, mais cedo, no depoimento à CPI, Queiroga afirmou que a discussão em torno de medicamentos sem eficácia comprovada para o tratamento da Covid-19, como a hidroxicloroquina tem provocado grande divisão na classe médica e que seu papel é "harmonizar esse contexto".

"Essa questão [o uso de hidroxicloroquina e ivermectina contra a Covid], que espreita o enfrentamento à pandemia desde o início, tem gerado uma forte divisão na classe médica. De um lado, há aqueles como eu, que sou mais vinculado às sociedades científicas, e há o pensamento, do outro lado, dos médicos assistenciais que estão na linha de frente, que relatam casos de sucesso com esses tratamentos. Eles discutem de maneira muito calorosa."

"A mim, como Ministro da Saúde, cabe procurar harmonizar esse contexto, para que tenhamos uma condição mais pacífica na classe médica e possamos avançar", disse.

Queiroga se posicionava claramente contra o uso dessas drogas antes de assumir a chefia da pasta. Depois que se tornou ministro evitava dizer categoricamente que os medicamentos não têm eficácia comprovada.

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