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Próxima pandemia não é questão de “se”, mas “quando”, diz especialista

Carlos Medicis Morel, único brasileiro em comitê da OMS que investiga origens da Covid-19, falou à CNN.

24/11/2021 12h26
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Por: Redação Sapé na Web Fonte: CNN Brasil
Único pesquisador brasileiro no grupo, Carlos Medicis Morel afirmou à CNN, nesta quarta-feira (24), que o trabalho será importante para dar pistas para próximas doenças. (Foto: Reprodução)
Único pesquisador brasileiro no grupo, Carlos Medicis Morel afirmou à CNN, nesta quarta-feira (24), que o trabalho será importante para dar pistas para próximas doenças. (Foto: Reprodução)

No dia 13 de outubro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou o lançamento de um grupo de especialistas que ficariam responsáveis por uma nova investigação das origens da pandemia de Covid-19. Único pesquisador brasileiro no grupo, Carlos Medicis Morel afirmou à CNN, nesta quarta-feira (24), que o trabalho será importante para dar pistas para próximas doenças.

“A gente está buscando não somente essa pandemia, mas as próximas. O nome do grupo é “Origens de Novos Patógenos”. A gente diz que não é “se”, mas “quando” uma nova pandemia vai acontecer”, disse o coordenador-geral do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS) da Fiocruz.

Ele destaca que o atual comitê se diferencia do primeiro esforço da OMS para entender as origens do coronavírus. “Essa não é uma tarefa de 15 dias, um mês, é um comitê permanente. Os membros foram nomeados por um mandato de 2 anos, que pode ser renovado”, pontuou.

O especialista em doenças tropicais afirma que “foi muito complicada a primeira investigação, então a OMS resolveu fazer uma abordagem completamente diferente”.

Foi aberto um processo seletivo para as áreas listadas que seriam necessárias no comitê. “O interessante foi que decidiram escolher apenas um membro por país. Então não há dominância de um país. Eu até destaquei ontem, na primeira reunião do comitê, que foi montada na verdade uma mini Assembleia Mundial da Saúde. Cada país tem uma voz. São 27 países, 27 membros”, comentou Morel.

Ele afirma que esse caráter de “guarda-chuva internacional” aceito por todos traz uma confiança que difere do grupo responsável pela primeira investigação da OMS.

“Esse comitê busca uma confiabilidade de todos os envolvidos. E o que a gente pode aprender com essa busca que seja útil para pandemias futuras”, concluiu.

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